segunda-feira, 18 de julho de 2016

# Resenhas

O Morro dos Ventos Uivantes



Mr. Lockwood é o novo inquilino da Granja Thrushcross, como não há muitos vizinhos ele decide fazer uma visita ao seu senhorio, proprietário também do Morro dos Ventos Uivantes. Ao chegar na casa inicialmente Mr. Lockwood não é muito bem recebido por Mr. Heathcliff, porém o convidou para beber um vinho; só que a cadela da casa e o visitante não se deram muito bem. Assim, Mr. Lockwood propôs a Mr. Heathcliff a fazer-lhe uma nova visita no dia seguinte.

No dia da visita, o tempo não era dos melhores à tarde estava bastante fria e nublada, mas mesmo assim Mr. Lockwood não desistiu de ir ao Morro dos Ventos Uivantes. Só que o mal tempo foi ficando cada vez maior e ele não pode voltar a sua atual moradia. Mr. Lockwood foi colocado em um quarto em que continha vários livros e um mesmo nome escrito na prateleira, porém com sobrenomes diferentes. Isso aguçou a curiosidade do visitante e o fez ficar lendo aqueles nomes e os livros. Posteriormente, descobriu que os livros haviam sido usados como uma espécie de diário. E Mr. Lockwood ali ficou quase a noite inteira lendo aqueles livros. Na outra parte da noite caiu em um sono no qual sonhou com uma mulher lhe assombrando e pedindo para ser liberta. Terrivelmente assustado preferiu sair daquele quarto e decidiu esperar o amanhecer fora da casa. No meio da confusão Mr. Heathcliff foi lhe acudir e quando soube da história ficou eternamente encantado e emocionado diante do relato.

Quando amanheceu, Mr. Lockwood foi para casa, mas o tanto que caminhou o deixou adoecido já que o mal tempo não tinha melhorado. Ao chegar na Granja, Nelly a cuidadora da casa foi diretamente lhe acolher e colocá-lo para descansar. Muitos dias Mr. Lockwood ficou de cama se recuperando e nesse tempo Nelly lhe fez companhia contado a história dos moradores do Morro dos Ventos Uivantes, e quem era aquela Catherine do qual ele leu naquele quarto.

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“As pessoas orgulhosas criam tristezas para si mesmas.” p.33

“As pessoas honestas não escondem suas ações” p.59

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Um livro totalmente surpreendente e um pouco macabro. No começo tive dificuldade de acompanhar o enredo da história, pois são duas épocas diferentes narradas; mas após alguns capítulos consegui assimilar as coisas.

Não foi um livro apaixonante como muitos tem esse sentimento, porém é um livro realmente encantador. A cada capítulo você não faz ideia do que irá acontecer. Uma coisa que percebi foi a retratação intensa do amor e o ódio; e como a forma de criação pode influenciar no caráter e personalidade de uma pessoa. O livro é bastante reflexivo quanto ao seu contexto.

Não tenho do que me queixar, realmente a autora merece todos os elogios pois o livro é muito bem escrito e narrado.


A edição bilíngue da editora é linda também, único problema são as letras que são super pequenas e cansa um pouco a vista.

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Autora: Emily Bronte
Editora: LandMark
Edição: 2012
Número de páginas total: 303
Número de páginas: 183
Nota: 

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